Área Restrita Novo


Segmentar a empresa e dividi-la, é errado?

Não, ninguém é obrigado a trabalhar todas as frentes do seu negócio em uma única empresa, até porque muitos segmentos são conflitantes em seus benefícios e deveres.

Mas não vão me descaracterizar e juntar todas as empresas, e eu ser autuado, hein!

Se houver de fato a segmentação, cada empresa deverá ter vida própria: conta corrente; contabilidade específica; seus próprios pagamentos e receitas. Enfim, cada empresa deverá, de fato, ser uma empresa independente, autônoma e capaz.

Na administração brasileira, ter um único CNPJ raramente é bom, pois a exposição da empresa é grande, ela, de forma geral, torna-se frágil, enquanto que, ao segmentar, subdividem-se também as tarefas e funções. O empresário deve, inclusive, fazer a gestão de cada segmento de acordo com suas particularidades e necessidades. Muitas vezes a empresa sofre por ficar amarrada, por ter que agir igual com todos, inclusive porque as características dos colaboradores de cada segmento são distintas. A liberdade de segmentar é boa para todos, inclusive para o mercado, que se regulamenta a partir de características particulares, e não generalizadas.

Segmentar significa dividir a empresa em partes que possam se manter e se sustentar de forma independente, de forma real. Por exemplo, você não precisa ser o fabricante de maquiagem e de estojo de maquiagem, podendo ser uma empresa para cada coisa, desde que elas tenham vidas distintas, pois isto é realmente uma exigência.

Não poderá haver confusão patrimonial, para que o empresário não tenha problemas. Portanto, não deixe isso acontecer, mesmo que seja por desorganização ou descuido, porque aí configura-se como uma estratégia para burlar o fisco (ou algo assim), e não uma estratégia de negócio.

Se uma empresa pagar as contas de outra, mantiver as contabilidades misturadas, efetuar transferências e remessas financeiras sem justificativa lógica do negócio em si, ser contratante e contratada exclusiva da outra, tudo isso transparecerá uma dependência financeira da outra e, sendo assim, é muito provável que a personalidade jurídica de uma deixe de existir e a que remanescer seja apurada, investigada e punida, entre outras consequências que podem surgir, como a complicação criminal para sócios e responsáveis.

É bom e é importante segmentar, pois cada ramo poderá ter a sua precificação, sua estratégia de marketing, sua gestão de pessoas, o que poderá, a meu ver, tornar o negócio mais forte. As administrações também devem ser isoladas e os gestores atender cada uma com as suas particularidades.

O motivo da segmentação deverá ser, de fato, o de dividir para crescer ou para melhor gerir as empresas. Neste caso, deve-se apurar corretamente os impostos, encargos e tributos de toda a operação, em todas as etapas exigidas por lei.

Texto: Luciana Ribeiro




Luciana Ribeiro


   
  Publicações anteriores
BNDES lança linha de crédito especial para micro e pequenas empresas
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou nesta sexta-feira (22) uma linha de crédito especial voltada a micro e pequenas empresas (MPEs), incluindo empresários individuais. O lançamento já havia s

 
STF valida fim do imposto sindical
O STF (Supremo Tribunal Federal) validou na última sexta (29) o fim da obrigatoriedade do imposto sindical constante na reforma trabalhista aprovada no ano passado pelo Congresso Nacional.

 
Divulgadas novidades e regras para a DIRPF


 
Divulgadas novidades e regras para a DIRPF
A Receita Federal anunciou na última sexta-feira (23) as novidades e regras para entrega da Declaração do IRPF 2017-2018. Entre as mudanças estão o maior detalhamento dos bens e a obrigatoriedade de informação de CPF de

 
Fim da obrigatoriedade da homologação pode valer em setembro
Em 11 de julho o Senado Federal aprovou texto que estingue a contribuição sindical obrigatória. Se até meados de setembro o governo federal não alterar o projeto por meio de medida provisória a nova regra entra em vigor.

 
Município de São Paulo publica lei sobre compensação de débitos
Desde o último dia 9 está em vigor a Lei nº 16.670/2017, que dispõe sobre a compensação de créditos tributários com débitos tributários junto à Secretaria Municipal da Fazenda de São Paulo. A res

 
Câmara Municipal de SP aprova programa de parcelamento de débitos
A Câmara de São Paulo aprovou na última semana projeto de lei que estabelece o Programa de Parcelamento Incentivado (PPI). Os contribuintes em dívida com o município poderão regularizar sua situação tão logo o

 
Receita publica nova versão da ECD, com regras para preenchimento
A Receita Federal publicou no último dia 18 a versão 4.0.2 da Escrituração Contábil Digital (ECD). É necessário atenção com as novas regras para o preenchimento e assinatura do livro digital ECD. O novo modelo

 
Lei altera relações de trabalho no setor de serviços
A Lei nº 13.429/2017, publicada na edição extra do Diário Oficial da União do último dia 31, regulamenta as relações de trabalho em empresas prestadoras e tomadoras de serviço e estabelece regras para o trabalh

 
Mudanças nos ajustes SINIEF
A publicação dos Ajustes SINIEF 16/2016 e 20/2016 alterou as formas de registro nas operações internas e interestaduais. Desde o início de 2017 as remessas em demonstração e as remessas de mostruário são efetua

 
  Em Exibição: 21-30
    Página: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69
 
 
Rua Marapuama, 107 - Alto da Lapa - São Paulo
Telefone: 11 - 3835-7679
contato@zloti.com.br