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GERENTE: SINÔNIMO DE “MULTI”

A cada mudança no meio social, econômico, político e tecnológico, as organizações deparam-se com novas situações e desafios a serem enfrentados. Cada vez mais necessitam de pessoas aptas a diagnosticar e determinar as medidas a serem tomadas. Essas pessoas são os administradores. Existe uma escala hierárquica que os divide em três níveis organizacionais: institucional, que representa a alta administração e é formado por presidente e diretores; intermediário, constituído por gerentes; e operacional, representando a base do organograma e responsável por fazer com que os operários e os funcionários não administrativos realizem as atividades rotineiras da organização.

 

Neste momento, a ênfase maior será dada ao nível intermediário, responsável pela comunicação interna entre os níveis institucional e operacional. Os gerentes recebem as missões e os objetivos da instituição e avaliam a melhor forma de passá-los para o operacional, para que as ações possam ser executadas com eficácia. Eles podem ser divididos em: gerentes gerais, que cuidam de diversos departamentos; ou gerentes funcionais, que são subordinados aos gerais e coordenam um determinado departamento como gerente de produção, de marketing, de contabilidade etc.

 

Atualmente, devido à propagação do coaching, um novo estilo de gerenciamento, muito se fala da diferenciação dos conceitos de líder e gerente, definidos como sinônimos por grande parte das pessoas. No entanto, não o são. Lapierre, citado por Bergamini e Coda (1990:129), defende que gerente é aquele que dirige uma empresa considerando aspectos internos e externos, enquanto o líder dirige, com base em sua visão, pessoas, sendo este um processo menos regulamentado e menos hierarquizado. Bergamini e Coda complementam dizendo que o líder tem o poder de administrar o sentido que as pessoas dão ao seu trabalho, tendo assim influência direta na cultura da empresa.

 

Não existe apenas uma forma correta de administrar, mas algumas tarefas são inerentes a qualquer uma delas.

 

O trabalho começa no recrutamento de sua equipe. É fundamental conseguir identificar os talentos que a organização busca nos candidatos. Feita a seleção, começa o treinamento, que consiste não só em passar os procedimentos técnicos e as normas, mas também a cultura e os valores que regem a organização. É de extrema importância desenvolver constantemente sua equipe e perceber dentro dela as habilidades e as fraquezas de cada membro, para que, durante um trabalho em equipe, elas se equilibrem e o produto final não seja prejudicado.

 

Indiscutivelmente o encarregado deste cargo deve possuir uma ótima visão tática, pois ele terá o dever de identificar as situações – sempre atentando aos fatores internos e externos –, diagnosticar a problemática, planejar as estratégias de ação, definir como aplicá-las e supervisioná-las constantemente para averiguar se estão sendo desempenhadas corretamente e se apresentam os resultados esperados. Caso estes não sejam satisfatórios, é necessário reavaliar todo processo e redefinir as estratégias.

 

O gerente deve estar apto a tomar decisões de forma consciente e rápida todo o tempo.

 

É crucial que as metas e os objetivos sejam definidos com muita clareza e passados com cuidado e atenção para a equipe, de forma a envolvê-los no projeto proposto. Uma boa maneira de conseguir este feito é envolvendo todos no pensamento estratégico do plano de ação.

 

Dentro de suas funções também está a liderança da equipe, sempre direcionando e motivando todos os que trabalham com ele. Para que esta função tenha sucesso, o líder precisa ouvir seus liderados.

 

O gerente, antes de qualquer coisa, deve estar disposto a se dedicar e a buscar conhecimento incansavelmente e todo o tempo. Ele deve conhecer um pouco de todas as áreas e dispor de competências técnicas, conceituais e pessoais, para que possa transitar em diferentes meios sociais e culturais.

 

Um bom gestor sempre analisa todos os pontos antes de qualquer decisão, observa a situação da organização em relação ao ambiente externo e examina as oportunidades e ameaças.

 

Suas características pessoais reunidas lhe possibilitam habilidades essenciais ao cargo. Um gerente, por exemplo, comunicativo, cavalheiro, observador, bom ouvinte, que entende o comportamento humano consegue criar um ambiente de confiança e satisfação com sua equipe. Sendo um bom líder e tendo a persuasão como habilidade, naturalmente as pessoas passam a agir em prol dos objetivos pré-definidos por ele. Já os flexíveis, dinâmicos, criativos e visionários têm facilidade em compreender as necessidades, em remanejar os processos caso necessário e sempre antecipam-se, possibilitando uma vantagem competitiva perante aos concorrentes.

 

Um bom administrador conquista autoridade organizacional e moral, inspirando seus subordinados por meio de exemplos e de suas experiências.

 

Todas as tarefas designadas a um gerente e todas as habilidades requisitadas convergem para um mesmo objetivo, que é a satisfação do cliente. A percepção do cliente no contato com os funcionários e na qualidade dos produtos e serviços deve ser sempre positiva. No entanto, para que isso aconteça, todos os colaboradores envolvidos devem ter a consciência da importância de seguir todos os requisitos. Só assim, com essa cultura totalmente voltada ao cliente, é que as empresas terão o máximo de retorno dos recursos investidos.

 

Muitas são as teorias sobre administração, sobre a melhor forma de gerenciar, a mais eficiente ou eficaz, no entanto, acredito que não exista uma melhor, mas sim a mais apropriada para o momento e para o contexto. Sempre dependeremos da situação econômica, do quadro político, da posição dos concorrentes, das condições internas da organização etc.

 

Apesar de alguns autores defenderem que o gerente excede o líder em relação às suas tarefas, eu prefiro a definição de que o líder está dentro do gerente e é a liderança a habilidade mais importante. Afinal, um gerente não concretiza nada sozinho, com competências técnicas e conceituais ele poderá criar a melhor estratégia, mas se não tiver uma equipe satisfeita, comprometida, empenhada em colaborar no planejamento e motivada ao seu lado não chegará muito longe.

 

Este ponto nos abre margem para discutir uma das maiores questões da gestão de pessoas, que é a motivação, e até que ponto ela depende do gerente. Será possível motivar qualquer pessoa?

 

Artigo de Bruna Gonzales




Luciana Ribeiro


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